segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Aula Expositiva: Algumas Reflexões

Atividade proposta em sala, individual. 
Brenda Braga Pereira - 26636

Quando se fala em aula expositiva, é comum se pensar em uma aula onde os papéis são bem definidos. O professor só fala, o aluno só escuta. É claro que não é bem assim, a principal característica da aula expositiva é sim, a protagonização do professor, porém isso não quer dizer que os alunos apenas escutam, na verdade os alunos têm papel muito importante, principalmente quando se fala em aula expositiva dialogada. 
Certa vez, em um momento de discussão sobre um determinado texto, ouvi um professor dizer que um bom professor é um bom falador. Não discordo da fala dele, porém complementaria que um bom professor é também um bom ouvinte, aquele que busca conhecer as concepções prévias de seus alunos a partir de um diálogo coordenado. Tornando a aula um ambiente de troca de experiências e vivências como deve ser.
Considero como fundamental, não só para aula expositiva, mas para qualquer aula, que se faça um bom planejamento. Uma aula bem planejada, de qualquer tipo pode dar ótimos frutos. Retomando a aulas expositivas e ao que já foi falado anteriormente, uma aula expositiva pode sim ajudar o professor a conhecer as concepções alternativas dos alunos, a relacionar os conteúdos ao cotidiano e a promover uma aprendizagem significativa.
Para finalizar as minhas reflexões sobre a aula expositiva, gostaria de retomar algumas das discussões que fizemos em sala. Nem todas as aulas atendem a todos os tipos de alunos, existem alunos que se adequam a metodologias em que o aluno tem um papel mais ativo e existem alunos que se adequam melhor a outras metodologias, assim como existem pessoas que se expressam melhor através da fala e outras que se expressam melhor através da escrita. Por isso é importante conhecer e valorizar metodologias diferentes. A aula expositiva, na minha opinião pode ser uma facilitadora para aprendizagem para muitos alunos, claro, como já disse anteriormente, se bem planejada.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

AULA EXPOSITIVA

            Durante uma aula expositiva, o professor se torna o protagonista do processo de ensino e aprendizagem, expondo oralmente determinado conteúdo, mas não podemos confundir o verdadeiro objetivo da aula expositiva, tornando o processo unilateral. A aula expositiva não deve ser realizada de forma mecânica, em que o professor leva os alunos apenas a memorização, apresentando o conhecimento ao aluno como uma verdade absoluta, que não deve ser questionada ou dialogada.
            Quando bem planejada e executada, a aula expositiva se torna um excelente método educacional, podendo ser inseridos nela recursos didáticos, que tornam a aula mais interessante e atrativa para os alunos. O educador é o mediador entre o conhecimento e o aluno, ele deve conduzir os alunos por um raciocínio, para que em conjunto, construam o saber de forma significativa.
            Para que a aula seja realmente bem sucedida, é necessário que o professor considere os conhecimentos prévios de seus alunos, relacionando o conteúdo abordado com o meio em que os alunos estão inseridos e sua prática social, contextualizando, problematizando e sistematizando, tornando a aula expositiva um procedimento dialogado, promovendo a troca de conhecimento e experiências entre o aluno e professor, levando o aluno a questionar e a refletir.
            O planejamento de aula e o domínio do conteúdo, são indispensáveis para a prática docente, desta forma, o professor possui maior segurança para abordar determinados assuntos, conduzir e orientar os alunos durante a exposição do conhecimento. A escolha dos instrumentos adequados para a realização da aula é também necessária, a aula expositiva deve acontecer de forma dialogada, para que os alunos possam se sentir atraídos pelo assunto abordado e estimulados a participarem da aula, expondo suas dúvidas e reflexões a respeito do conteúdo.

            Ao final da aula expositiva, é importante que o professor realize uma avaliação do que foi aprendido por meio de outras atividades. Além disso, o educador deve se auto avaliar, observando o retorno dos alunos, buscando melhorar sua capacidade comunicativa e sua prática pedagógica.

Por: Letícia Dias Silva

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Plano de aula

1.   Identificação
·        Disciplina: Didática
·        Tema/Unidade: Ensinar e Aprender
·        Assunto: Âmbitos de ensinar e aprender
·        Carga horária: 15 minutos
·        Professor: Brenda Braga, Camila Silva, Larissa Guimarães e Letícia Dias

2.   Objetivos
·        Compreender os âmbitos de ensinar e aprender
·        Refletir sobre os diferentes processos envolvidos no ensino e na aprendizagem.

3.   Conteúdo
·        Afetividade aluno/professor
·        Razão
·        Conhecimento
·        Educação

4.   Procedimento de ensino
·        Aula expositiva em sala de aula através de apresentação de slides.

5.   Procedimento de avaliação
·        Avaliação através da redação de um parágrafo reflexivo sobre o tema da aula

6.   Recursos
·        Projetor de slides;
·        PowerPoint;

7.   Referências
·        TAVARES, J. Aprender e ensinar como uma construção pessoal e social do conhecimento. InterMeio: revista do programa de pós-graduação em educação – UFMS, Campo Grande, p.4-19, v.11, n.22, 2015.
·        SPAGOLLA, R. Afetividade: Por uma educação humanizada e humanizadora. Jacarezinho: UENP, 2015.

·       PIVA, J. E. M. Psicopedagogia e a influência da afetividade no processo ensino-aprendizagem. Revista de educação do IDEAU, Rio Grande do Sul, v.5, n.10, Janeiro/Junho 2010








Feito por: Brenda, Camila, Larissa e Letícia.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

RESUMO: APRENDER E ENSINAR COMO UMA CONSTRUÇÃO PESSOAL E SOCIAL DE CONHECIMENTO


            A transformação do discurso cientifico em pedagógico, constitui o discurso do próprio professor e educador, o qual possui a sabedoria de uma prática espontânea, reflexiva, criativa, contextualizada e imprevisível, permitindo-lhe intuir e compreender as situações de ensino e aprendizagem.
            O ensino e à docência não são uma forma reprodutora por parte dos professores, assim como não é uma prática passiva/receptiva por parte dos alunos. O ensino e a docência se dão de um modo ativo, construtivo, produtivo, em uma dinâmica de escolas, turmas, espaços, tempos, salas de aula, enfim, recursos que mobilizem todos os atores e fatores que interveem no processo. Esta é uma visão metamórfica, que nos mostra que de certo modo, todos aprendem uns com os outros, porém com ritmos, estratégias e abordagens distintas.
            Sempre estamos em presença de uma construção pessoal e social ou co-construção de saberes, de conhecimento, que é objeto central de análise e reflexão. Aprender algo que realmente transforme o sujeito interior e externamente, de modo pessoal e social, objetiva e subjetivamente, através de assimilação e acomodação de conhecimentos que lhe permite resolver os problemas que lhe são apresentados e adaptar-se à realidade de um modo contínuo e permanente, é algo conatural ao ser humano.
            Tendo em foco a atividade de aprender e ensinar, há alguns pressupostos que devem ser destacados, como por exemplo, os que seguem abaixo:

        O conhecer, o sentir e o querer
Para aprender é preciso conhecer, sentir e querer, ou seja, aprender é uma atividade que envolve a pessoa na sua dimensão biológica, psicológica, social e cultural.  A ação de aprender e ensinar só é possível se houver mobilização de todas as capacidades cognitivas e afetivas dos sujeitos envolvidos.   


2    O desenvolvimento de novas capacidades e competências
Atualmente, aprender e ensinar, pressupõe o desenvolvimento de novas capacidades individuais e em grupo, como por exemplo, capacidade de atenção, observação, representação, abstração, raciocínio, síntese, interpretação, decisão, intervenção, avaliação, capacidades sociais e de comunicação, tendo em conta as novas formas de literacia e numeracia. Todas essas capacidades pressupões modalidades de ser e agir mais capazes, adequadas, competentes, solidárias e tolerantes. Todas as capacidades mencionadas acima deverão conduzir à aquisição e desenvolvimento de competências gerais e especificas, pessoais, sociais e técnicas de acordo com as diferentes situações profissionais e pessoais. Portanto, todo o processo de formação, deverá ser um processo de construção e de co-construção de competências cognitivas, comportamentais e de comunicação gerais e especificas no decorrer da realização dos respectivos planos de estudo.

A transformação do conhecimento cientifico em conhecimento pedagógico, constitui a ferramenta de trabalho de todo profissional da educação e da formação, seja qual for o domínio em que este atue.
Aprender uns com os outros, os mais novos com os mais velhos e vice-versa, os que sabem menos com os que sabem mais, sempre foi o método mais eficaz e que hoje, tende a ser de um modo mais universal e decisivo. De certa forma, esta é a ideia que esta subjacente às aprendizagens colaborativas e às comunidades de aprendizagem presenciais e virtuais.
As novas maneiras de aprender e ensinar não seriam possíveis e nem viáveis sem a colaboração das novas tecnologias da informação e da comunicação. Porém, não se pode concluir que basta dispor das teorias mais avançadas da informação e da comunicação para tudo estar resolvido, pelo contrário. Hoje, os grandes desafios colocam-se ao nível dos conteúdos e das dinâmicas de interação e colaboração entre os diferentes sujeitos.
A seleção e a qualidade dos conteúdos são um grande desafio, por isso, as competências e capacidades a desenvolver e a adquirir pelos alunos, sejam elas mais básicas ou especificas, não podem passar ao lado dessa realidade. É necessário, sobretudo, que ao nível das políticas, organização, organização e gestão curricular e institucional, sejam criadas as condições para que essas capacidades e competências se realizem.

Referência Bibliográfica


TAVARES, J. Aprender e ensinar como uma construção pessoal e social do conhecimento. InterMeio: revista do programa de pós-graduação em educação – UFMS, Campo Grande, p.4-19, v.11, n.22, 2015.

Resumo: Psicopedagogia e a influência da afetividade no processo ensino-aprendizagem.



                O processo ensino-aprendizagem, acontece por meio da interação professor/aluno, a qualidade dessa relação, muitas vezes determina o sucesso ou não desse processo, a ocorrência de uma aprendizagem significativa, vai depender das intervenções e do ambiente que o professor cria.
                A psicopedagogia tem a finalidade de prever, diagnosticar e tratar problemas de aprendizagem escolar. Os aspectos afetivos possibilitam que os alunos se sintam bem na escola, dessa forma terão interesse e prazer em estudar e realizar as atividades propostas. O lúdico possui grande importância na educação infantil e séries iniciais, permitindo que os alunos adquiram novos conhecimentos, habilidades e valores. A educação infantil deve proporcionar relações afetivas, situações de cuidado e motivação, por meio de brincadeiras, ensino contextualizado, desenvolvimento do respeito, confiança e relações interpessoais.
                Para um ensino eficiente, não basta o professor ter conhecimento de diversas metodologias de ensino, é necessário que ele compreenda o aluno e suas características emocionais, sociais, cognitivas e de personalidade, para que consiga o motivar a partir do ambiente que estão inseridos e das características individuais do aluno.
                A afetividade deve estar sempre presente na relação professor/aluno, como elemento central no processo de aprendizagem. Os alunos que vivem uma boa relação afetiva, são mais disciplinados, interessados e seguros, apresentando maior desenvolvimento cognitivo e compreensão do meio e das pessoas que o cercam. Nesse sentido, o professor é responsável por manter essa boa relação, proporcionando ao aluno, um ambiente que permita espontaneidade e a comunicação dialógica entre professor/aluno/família.

                As aulas precisam ser planejadas e refletidas, de forma que o aluno e professor se sintam motivados e envolvidos em uma relação afetiva que permite respeitar a individualidade de cada um. 

REFERÊNCIA

PIVA, J. E. M. Psicopedagogia e a influência da afetividade no processo ensino-aprendizagem. Revista de educação do IDEAU, Rio Grande do Sul, v.5, n.10, Janeiro/Junho 2010 

Resumo do artigo: Afetividade: Por uma Educação humanizada e humanizadora



Educar para a humanização tem por objetivo pensar e agir fundamentando-se em princípios éticos responsáveis, determinações políticas interventivas, criatividade estética sensibilizatória. Sendo função da escola formar cidadãos pensantes, críticos e atuantes,  a aprendizagem deve ser condiderada como um processo interativo, dinâmico e consequente entre sujeito/sujeito e sujeito/conhecimento. O ensino baseado em práticas humanistas propõe convocar a escola e a educação, seus agentes e interlocutores, abertos à formação da consciência crítica e da participação política solidária.
É fundamental para uma educação humanizada e humanizadora induzir a necessidade de rever os métodos, procedimentos pedagógicos que, muitas vezes não vão além dos conteúdos escolares e o processo pedagógico à dimensão cognitiva, esquecendo-se de que o homem é um ser, cuja intelectualidade e emoção fundem-se trazendo implicações no desenvolvimento educativo. Devemos pensar na educação indo além da transmissão e apropriação de saberes conceituais.
As interações que ocorrem no âmbito escolar são pontuadas pela afetividade e é fundamental estimular a busca de mecanismos que viabilizem uma mediação afetiva e mediadora, uma vez que a afetividade habilita a pessoa a olhar para o outro, valorizando-o e instigando elementos como a autoestima, fator essencial para a aprendizagem e, consequentemente, ao desenvolvimento das potencialidades do sujeito. 
Dessa maneira, entende-se a escola como um espaço de reflexão, fomentando discussões acerca de sua função no movimento de construção e transformação da sociedade, empenhada no compromisso de ampliar o alvo de abrangência pedagógica, atingindo elementos sólidos na proposta da constituição integral da pessoa, como sujeito de si mesmo e da sociedade. 
Uma pedagogia afetiva, que tem por foco que o aluno seja um ser que pensa e sente concomitantemente, não sugere uma educação passiva e sim uma educação em que a relação entre os envolvidos seja de respeito, confiança e cumplicidade. Assim, concorre também o exercício da autoridade do professor e sua atitude educacional no sentido de uma análise crítica sobre as relações moralistas, preconceituosas, discriminatórias e autoritárias.
Um dos papéis do professor deve ser de se sentir responsável pelo aluno. Se o aluno se sente importante, atraído e acolhido pela escola, inserido em um espaço em que se estabeleça limites e responsabilidades, haverá uma grande possibilidade de se sentir seguro e desenvolver um comportamento recíproco de respeito. É muito importante, que o educador se preocupe em promover relações cooperativas entre os educandos, tendo assim a consciência de seu papel de facilitador da aprendizagem; rompendo com posturas tradicionalistas;  priorizando relações que estimulem a aprendizagem como uma ação prazerosa, e que possa o aluno exercer, já no espaço escolar, sua participação cidadã.
Deste modo, contribuir afetivamente com os alunos é não se portar com indiferença à presença e às diversas manifestações dos mesmos. É trabalhar em para a constituição do ser humano no sentido de que venha a se desabrochar em  todos os aspectos; é transitar nas diferenças e compor estratégias de ação educacional não somente na premissa de que o indivíduo seja futuramente um eficiente profissional no mercado de trabalho, mas alguém que perceba a porta de oportunidades que a escola e a vida podem lhe oferecer em todos os sentidos.
Entendendo que o ser humano é um conjunto de realidades e potencialidades, imbuído de valores incalculáveis, capacitado a construir coletivamente um mundo mais humano e mais afetivo, fica claro a necessidade de que se incorporem à educação estratégias de ação que se contemplem dinâmicas de autoconhecimento, inserindo assuntos de interesse aos alunos e atividades intencionadas, na busca da construção da autonomia para que possa crescer como pessoa empenhada a empreender o próprio futuro.
A família também tem seu papel que, reunida a outros segmentos da sociedade, forma a grande teia social, proporciona à criança a estrutura de um caráter positivo ou não, sendo norteadora das condições necessárias ao desenvolvimento da criança. Assim, fica claro a importância da presença da família na vida escolar do aluno, pois é nela que o mesmo encontra pré-requisitos para a aprendizagem e referenciais de identificação. No entanto, muitas vezes a família tem se omitido da responsabilidade de educar e instruir seus filhos, transferindo tal responsabilidade à escola. Uma vez que a escola também contribui significativamente à formação da personalidade do indivíduo é necessário a articulação entre família e escola, e que a família esteja inserida no contexto educacional no sentido da compreensão da verdadeira função da educação escolar.
É mais fácil amar o ser inteligente, responsável, o “dito normal” pela sociedade, o que não discute regras e o que não contraria nossos conceitos. É mais fácil amar o sujeito passivo e educado. Refletir sobre práticas afetivas exige sensibilidade, um coração generosamente humano, desprovido de violência e preconceitos que degradam relacionamentos. Requer contemplar o “ser real” e não “ideal”. Em uma sociedade, cujo cenário traz como discurso o individualismo, e a competição impera nos relacionamentos, torna-se urgente educar com afetividade, trazendo à tona sentimentos e tantos valores esquecidos.
Enfim, para uma educação afetiva é necessário que professor, família, escola e alunos compreendam seu papel e percebam a relevância que cada um possui. A educação afetiva promove a construção do cidadão, pensante, crítico e por isso cada vez se torna mais necessária nas escolas.


Referência do artigo



SPAGOLLA, R. Afetividade: Por uma educação humanizada e humanizadora. Jacarezinho: UENP, 2015.