quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Plano de aula

1.   Identificação
·        Disciplina: Didática
·        Tema/Unidade: Ensinar e Aprender
·        Assunto: Âmbitos de ensinar e aprender
·        Carga horária: 15 minutos
·        Professor: Brenda Braga, Camila Silva, Larissa Guimarães e Letícia Dias

2.   Objetivos
·        Compreender os âmbitos de ensinar e aprender
·        Refletir sobre os diferentes processos envolvidos no ensino e na aprendizagem.

3.   Conteúdo
·        Afetividade aluno/professor
·        Razão
·        Conhecimento
·        Educação

4.   Procedimento de ensino
·        Aula expositiva em sala de aula através de apresentação de slides.

5.   Procedimento de avaliação
·        Avaliação através da redação de um parágrafo reflexivo sobre o tema da aula

6.   Recursos
·        Projetor de slides;
·        PowerPoint;

7.   Referências
·        TAVARES, J. Aprender e ensinar como uma construção pessoal e social do conhecimento. InterMeio: revista do programa de pós-graduação em educação – UFMS, Campo Grande, p.4-19, v.11, n.22, 2015.
·        SPAGOLLA, R. Afetividade: Por uma educação humanizada e humanizadora. Jacarezinho: UENP, 2015.

·       PIVA, J. E. M. Psicopedagogia e a influência da afetividade no processo ensino-aprendizagem. Revista de educação do IDEAU, Rio Grande do Sul, v.5, n.10, Janeiro/Junho 2010








Feito por: Brenda, Camila, Larissa e Letícia.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

RESUMO: APRENDER E ENSINAR COMO UMA CONSTRUÇÃO PESSOAL E SOCIAL DE CONHECIMENTO


            A transformação do discurso cientifico em pedagógico, constitui o discurso do próprio professor e educador, o qual possui a sabedoria de uma prática espontânea, reflexiva, criativa, contextualizada e imprevisível, permitindo-lhe intuir e compreender as situações de ensino e aprendizagem.
            O ensino e à docência não são uma forma reprodutora por parte dos professores, assim como não é uma prática passiva/receptiva por parte dos alunos. O ensino e a docência se dão de um modo ativo, construtivo, produtivo, em uma dinâmica de escolas, turmas, espaços, tempos, salas de aula, enfim, recursos que mobilizem todos os atores e fatores que interveem no processo. Esta é uma visão metamórfica, que nos mostra que de certo modo, todos aprendem uns com os outros, porém com ritmos, estratégias e abordagens distintas.
            Sempre estamos em presença de uma construção pessoal e social ou co-construção de saberes, de conhecimento, que é objeto central de análise e reflexão. Aprender algo que realmente transforme o sujeito interior e externamente, de modo pessoal e social, objetiva e subjetivamente, através de assimilação e acomodação de conhecimentos que lhe permite resolver os problemas que lhe são apresentados e adaptar-se à realidade de um modo contínuo e permanente, é algo conatural ao ser humano.
            Tendo em foco a atividade de aprender e ensinar, há alguns pressupostos que devem ser destacados, como por exemplo, os que seguem abaixo:

        O conhecer, o sentir e o querer
Para aprender é preciso conhecer, sentir e querer, ou seja, aprender é uma atividade que envolve a pessoa na sua dimensão biológica, psicológica, social e cultural.  A ação de aprender e ensinar só é possível se houver mobilização de todas as capacidades cognitivas e afetivas dos sujeitos envolvidos.   


2    O desenvolvimento de novas capacidades e competências
Atualmente, aprender e ensinar, pressupõe o desenvolvimento de novas capacidades individuais e em grupo, como por exemplo, capacidade de atenção, observação, representação, abstração, raciocínio, síntese, interpretação, decisão, intervenção, avaliação, capacidades sociais e de comunicação, tendo em conta as novas formas de literacia e numeracia. Todas essas capacidades pressupões modalidades de ser e agir mais capazes, adequadas, competentes, solidárias e tolerantes. Todas as capacidades mencionadas acima deverão conduzir à aquisição e desenvolvimento de competências gerais e especificas, pessoais, sociais e técnicas de acordo com as diferentes situações profissionais e pessoais. Portanto, todo o processo de formação, deverá ser um processo de construção e de co-construção de competências cognitivas, comportamentais e de comunicação gerais e especificas no decorrer da realização dos respectivos planos de estudo.

A transformação do conhecimento cientifico em conhecimento pedagógico, constitui a ferramenta de trabalho de todo profissional da educação e da formação, seja qual for o domínio em que este atue.
Aprender uns com os outros, os mais novos com os mais velhos e vice-versa, os que sabem menos com os que sabem mais, sempre foi o método mais eficaz e que hoje, tende a ser de um modo mais universal e decisivo. De certa forma, esta é a ideia que esta subjacente às aprendizagens colaborativas e às comunidades de aprendizagem presenciais e virtuais.
As novas maneiras de aprender e ensinar não seriam possíveis e nem viáveis sem a colaboração das novas tecnologias da informação e da comunicação. Porém, não se pode concluir que basta dispor das teorias mais avançadas da informação e da comunicação para tudo estar resolvido, pelo contrário. Hoje, os grandes desafios colocam-se ao nível dos conteúdos e das dinâmicas de interação e colaboração entre os diferentes sujeitos.
A seleção e a qualidade dos conteúdos são um grande desafio, por isso, as competências e capacidades a desenvolver e a adquirir pelos alunos, sejam elas mais básicas ou especificas, não podem passar ao lado dessa realidade. É necessário, sobretudo, que ao nível das políticas, organização, organização e gestão curricular e institucional, sejam criadas as condições para que essas capacidades e competências se realizem.

Referência Bibliográfica


TAVARES, J. Aprender e ensinar como uma construção pessoal e social do conhecimento. InterMeio: revista do programa de pós-graduação em educação – UFMS, Campo Grande, p.4-19, v.11, n.22, 2015.

Resumo: Psicopedagogia e a influência da afetividade no processo ensino-aprendizagem.



                O processo ensino-aprendizagem, acontece por meio da interação professor/aluno, a qualidade dessa relação, muitas vezes determina o sucesso ou não desse processo, a ocorrência de uma aprendizagem significativa, vai depender das intervenções e do ambiente que o professor cria.
                A psicopedagogia tem a finalidade de prever, diagnosticar e tratar problemas de aprendizagem escolar. Os aspectos afetivos possibilitam que os alunos se sintam bem na escola, dessa forma terão interesse e prazer em estudar e realizar as atividades propostas. O lúdico possui grande importância na educação infantil e séries iniciais, permitindo que os alunos adquiram novos conhecimentos, habilidades e valores. A educação infantil deve proporcionar relações afetivas, situações de cuidado e motivação, por meio de brincadeiras, ensino contextualizado, desenvolvimento do respeito, confiança e relações interpessoais.
                Para um ensino eficiente, não basta o professor ter conhecimento de diversas metodologias de ensino, é necessário que ele compreenda o aluno e suas características emocionais, sociais, cognitivas e de personalidade, para que consiga o motivar a partir do ambiente que estão inseridos e das características individuais do aluno.
                A afetividade deve estar sempre presente na relação professor/aluno, como elemento central no processo de aprendizagem. Os alunos que vivem uma boa relação afetiva, são mais disciplinados, interessados e seguros, apresentando maior desenvolvimento cognitivo e compreensão do meio e das pessoas que o cercam. Nesse sentido, o professor é responsável por manter essa boa relação, proporcionando ao aluno, um ambiente que permita espontaneidade e a comunicação dialógica entre professor/aluno/família.

                As aulas precisam ser planejadas e refletidas, de forma que o aluno e professor se sintam motivados e envolvidos em uma relação afetiva que permite respeitar a individualidade de cada um. 

REFERÊNCIA

PIVA, J. E. M. Psicopedagogia e a influência da afetividade no processo ensino-aprendizagem. Revista de educação do IDEAU, Rio Grande do Sul, v.5, n.10, Janeiro/Junho 2010 

Resumo do artigo: Afetividade: Por uma Educação humanizada e humanizadora



Educar para a humanização tem por objetivo pensar e agir fundamentando-se em princípios éticos responsáveis, determinações políticas interventivas, criatividade estética sensibilizatória. Sendo função da escola formar cidadãos pensantes, críticos e atuantes,  a aprendizagem deve ser condiderada como um processo interativo, dinâmico e consequente entre sujeito/sujeito e sujeito/conhecimento. O ensino baseado em práticas humanistas propõe convocar a escola e a educação, seus agentes e interlocutores, abertos à formação da consciência crítica e da participação política solidária.
É fundamental para uma educação humanizada e humanizadora induzir a necessidade de rever os métodos, procedimentos pedagógicos que, muitas vezes não vão além dos conteúdos escolares e o processo pedagógico à dimensão cognitiva, esquecendo-se de que o homem é um ser, cuja intelectualidade e emoção fundem-se trazendo implicações no desenvolvimento educativo. Devemos pensar na educação indo além da transmissão e apropriação de saberes conceituais.
As interações que ocorrem no âmbito escolar são pontuadas pela afetividade e é fundamental estimular a busca de mecanismos que viabilizem uma mediação afetiva e mediadora, uma vez que a afetividade habilita a pessoa a olhar para o outro, valorizando-o e instigando elementos como a autoestima, fator essencial para a aprendizagem e, consequentemente, ao desenvolvimento das potencialidades do sujeito. 
Dessa maneira, entende-se a escola como um espaço de reflexão, fomentando discussões acerca de sua função no movimento de construção e transformação da sociedade, empenhada no compromisso de ampliar o alvo de abrangência pedagógica, atingindo elementos sólidos na proposta da constituição integral da pessoa, como sujeito de si mesmo e da sociedade. 
Uma pedagogia afetiva, que tem por foco que o aluno seja um ser que pensa e sente concomitantemente, não sugere uma educação passiva e sim uma educação em que a relação entre os envolvidos seja de respeito, confiança e cumplicidade. Assim, concorre também o exercício da autoridade do professor e sua atitude educacional no sentido de uma análise crítica sobre as relações moralistas, preconceituosas, discriminatórias e autoritárias.
Um dos papéis do professor deve ser de se sentir responsável pelo aluno. Se o aluno se sente importante, atraído e acolhido pela escola, inserido em um espaço em que se estabeleça limites e responsabilidades, haverá uma grande possibilidade de se sentir seguro e desenvolver um comportamento recíproco de respeito. É muito importante, que o educador se preocupe em promover relações cooperativas entre os educandos, tendo assim a consciência de seu papel de facilitador da aprendizagem; rompendo com posturas tradicionalistas;  priorizando relações que estimulem a aprendizagem como uma ação prazerosa, e que possa o aluno exercer, já no espaço escolar, sua participação cidadã.
Deste modo, contribuir afetivamente com os alunos é não se portar com indiferença à presença e às diversas manifestações dos mesmos. É trabalhar em para a constituição do ser humano no sentido de que venha a se desabrochar em  todos os aspectos; é transitar nas diferenças e compor estratégias de ação educacional não somente na premissa de que o indivíduo seja futuramente um eficiente profissional no mercado de trabalho, mas alguém que perceba a porta de oportunidades que a escola e a vida podem lhe oferecer em todos os sentidos.
Entendendo que o ser humano é um conjunto de realidades e potencialidades, imbuído de valores incalculáveis, capacitado a construir coletivamente um mundo mais humano e mais afetivo, fica claro a necessidade de que se incorporem à educação estratégias de ação que se contemplem dinâmicas de autoconhecimento, inserindo assuntos de interesse aos alunos e atividades intencionadas, na busca da construção da autonomia para que possa crescer como pessoa empenhada a empreender o próprio futuro.
A família também tem seu papel que, reunida a outros segmentos da sociedade, forma a grande teia social, proporciona à criança a estrutura de um caráter positivo ou não, sendo norteadora das condições necessárias ao desenvolvimento da criança. Assim, fica claro a importância da presença da família na vida escolar do aluno, pois é nela que o mesmo encontra pré-requisitos para a aprendizagem e referenciais de identificação. No entanto, muitas vezes a família tem se omitido da responsabilidade de educar e instruir seus filhos, transferindo tal responsabilidade à escola. Uma vez que a escola também contribui significativamente à formação da personalidade do indivíduo é necessário a articulação entre família e escola, e que a família esteja inserida no contexto educacional no sentido da compreensão da verdadeira função da educação escolar.
É mais fácil amar o ser inteligente, responsável, o “dito normal” pela sociedade, o que não discute regras e o que não contraria nossos conceitos. É mais fácil amar o sujeito passivo e educado. Refletir sobre práticas afetivas exige sensibilidade, um coração generosamente humano, desprovido de violência e preconceitos que degradam relacionamentos. Requer contemplar o “ser real” e não “ideal”. Em uma sociedade, cujo cenário traz como discurso o individualismo, e a competição impera nos relacionamentos, torna-se urgente educar com afetividade, trazendo à tona sentimentos e tantos valores esquecidos.
Enfim, para uma educação afetiva é necessário que professor, família, escola e alunos compreendam seu papel e percebam a relevância que cada um possui. A educação afetiva promove a construção do cidadão, pensante, crítico e por isso cada vez se torna mais necessária nas escolas.


Referência do artigo



SPAGOLLA, R. Afetividade: Por uma educação humanizada e humanizadora. Jacarezinho: UENP, 2015.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Reflexão sobre indisciplina 

 

Camila de Carvalho Ferreira da Silva

 

          Quando se trata de indisciplina, não se pode culpar o aluno sem antes verificar o motivo desta. Pode ser que este aluno esteja passando por problemas em casa, ou não tem exemplo e/ou educação dos pais, além disso, não se deve acusar de indisciplinado um aluno que está sendo crítico e não tem explicações sobre as regras que está quebrando, por mais que essa regra exista. 
          Não se deve também culpar o professor sobre a indisciplina de alguns alunos, em sala de aula, se a cultura que tras de casa é a de que se pode e deve fazer tudo, além da fama do aluno que ele briga pra manter.

sábado, 29 de agosto de 2015

Na última aula, foi proposto que cada aluno postasse no blog o que entende por indisciplina e quais suas relações com o contexto do aluno. Assim segue abaixo as minhas reflexões.

Reflexões acerca da Indisciplina

Brenda Braga Pereira – 26636


Mas afinal, o que é indisciplina? Durante as últimas aulas da disciplina de didática, fomos propostos a debater o assunto de diferentes formas, porém ainda não sinto que poderia defini-la, de todo modo, é possível que possamos ao menos caracteriza-la. A Indisciplina está presente na maioria das aulas, há quem diga que ela é um desrespeito, ou uma quebra as regras. E não é isso? Bom, podemos dizer que como futuros professores é preciso ir mais a fundo em tal reflexão, dizer que ela é apenas um desrespeito ou quebra as regras seria muito superficial. É importante que passemos a compreendê-la como um processo, entender o porquê de sua existência. Se ela é uma quebra as regras, primeiramente é necessário compreender quais regras são essas, e quem as criou. A escola? O professor? Depois é necessário entender o porquê de tais regras e qual a verdadeira importância delas. É necessário ainda compreender o porquê dessa quebra, quais os valores envolvidos e o que leva a isso. Se ela é um desrespeito, é um desrespeito a quem? Por parte de quem? E o que leva a tal desrespeito? Não é um processo fácil, todavia se torna mais do que necessário, à medida que somos formados a ser um docente crítico, e que buscamos falar em formar cidadãos, pessoas pensantes, logo é preciso sair do discurso e executar na prática.
Quando falamos em indisciplina, existem fatores envolvidos, o professor não pode apenas culpar o aluno, como muitas vezes é feito, é preciso que ele reflita e busque compreender tal aluno como um sujeito. Como dito anteriormente é necessário saber as causas e o que leva a tal aluno a ser ‘indisciplinado’. De todo maneira, acredito que não é possível definir o que seja indisciplina, mas mais importante do que isso é possível refletir acerca, e assim questioná-la, enfrenta-la e não apenas culpabiliza-la pelos fracassos escolares. Mais importante do que uma boa resposta, é uma boa pergunta, que não nos dê algo exato e concreto, mas nos dê a oportunidade de refletir sobre ela, e nos permita a cada reflexão uma nova visão do assunto.
Para finalizar, gostaria de deixar algumas outras perguntas relacionadas ao tema, também não sei se elas tem respostas, mas acredito que vale a reflexão. Às vezes me pergunto, se depois de saber os porquês, de compreender os fatores sociais envolvidos e tudo que poderia levar a tal processo é possível ter uma atitude mais favorável ou positiva com relação a indisciplina. Enfim, depois de entender o que leva a indisciplina é possível mudar esse quadro? Se sim, de que maneira?